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FRELIMO

"Em todas as batalhas, chega um momento em que os dois lados se consideram derrotados, e quem continua na ofensiva vence”, Gen. Ulysses S. Grant, 18º Presidente dos Estados Unidos (1869 a 1877).
É o que esta campanha representa. Uma maratona de 45 dias dos quais 2 já se foram. A Frelimo tem uma mensagem clara sobre o que pretende fazer nos próximos 5 anos. A Frelimo apontou, na minha opinião e a partir da leitura do nosso manifesto eleitoral, 4 principais prioridades:

Combate cerrado à corrupção, promoção da boa-governação e sofisticação do aparelho do estado através do preenchimento de brechas legislativas que facilitam práticas nefastas de administração e gestão da coisa pública.Construção e apetrechamento de infraestruturas sociais e económicas e, principalmente de transporte e comunicação para tornar o país viável e assim impulsionar ainda mais a sustentabilidade da promoção do desenvolvimento em curso.Fortalecer a defesa e segurança dos cidadãos, proteger as conquistas da in…

Discursos de Abertura da II Sessão Ordinária da VIII Legislatura da Assembleia da República. Teve início hoje a II sessão da AR.

Gostei do que ouvi. Em termos de discurso, duas surpresas: O Discurso da Deputada Margarida Talapa, chefe da bancada da Frelimo. Foi, quanto a mim, o primeiro discurso bem-conseguido daquela dirigente, desde que a conheço naquela qualidade.
Não foi o melhor em termos de ideias políticas. Não necessariamente. Mas exercitou pela primeira vez a lógica e a coerência discursiva. E defendeu algumas ideias das quais cito de memória:
1-Que a Frelimo é pela Paz e a prova disso é que tem vindo a acomodar e a ceder as exigências da Renamo desde 1992. Citou o conflito recente e a consequente produção legislativa.
2-Apontou para o diálogo como único caminho para a solução e reiterou a prontidão da sua bancada em contribuir para este efeito. A outra surpresa foi o MDM. A bancada do MDM foi clara, directa e contundente em relação aos pontos pelos quais irá se bater nesta sessão: na proposta da revisão da constituição, ela irá defender a redução dos poderes do PR, que na sua óptica são excessivos; uma …

A imprensa moçambicana está fomentar a guera

Tal como aconteceu na guerra dos 16 anos, hoje a comunicação social está profundamente envolvida no fomento à instabilidade. A comunicação social moçambicana tem a cota-parte de responsabilidade no ambiente político-militar que vivemos porque ela não está a contribuir para a compreensão do que está em causa. O público está a ser bombardeado com informação propagandística de ambos lados da contenda. Isto está a prejudicar em grande medida a capacidade de o público, a sociedade civil, posicionar-se de forma coerente. Grande parte do que temos lido na comunicação social não são notícias. São opiniões e editoriais que a partida tomam partido claro. Alguns exemplos:
Grande parte de “notícias” dos jornais Noticias, Domingo ou TVM e AIM (língua portuguesa) são de opiniões de analistas pró-regime que se desdobram em condenar a guerra e apelar a paz. De permeio, diabolizam Afonso Dhlakama ao mesmo tempo que “apelam” ambas as partes a continuarem com o diálogo. Este esquema funciona da seguinte …

RENAMO: PARA UM DEBATE SOBRE A SUA HISTORIOGRAFIA

As seis questões por mim colocadas ontem não tinham por objectivo levantar quaisquer que fossem animosidades. Elas tinham por objectivo contribuir para o início de um debate em torno da institucionalização de um gráfico de tempo mais ou menos partilhado entre os moçambicanos. Ou seja, ao mesmo tempo que discutimos sobre a verdadeira idade do Partido Frelimo; a diferença entre partido Frelimo e o movimento de libertação nacional FRELIMO; a data e local da sua fundação, tentei com as perguntas provocadoras espevitar os moçambicanos sobre a história da Renamo. Urge saber isso; as novas gerações precisam, para que não caia na mentira ou sucumbam à propaganda branqueadora. A RENAMO: A MORAL, A DIPLOMACIA E A HISTORIOGRAFIA Falar da fundação da Renamo hoje é sem dúvidas um sério desafio ético, moral e epistemológico. Tal como Aquino de Bragança e Jacques Depelchin (1986) escreveram em "Da idealização da Frelimo à compreensão da História de Moçambique" sobre a problemática teleológ…