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Discursos de Abertura da II Sessão Ordinária da VIII Legislatura da Assembleia da República. Teve início hoje a II sessão da AR.

Gostei do que ouvi. Em termos de discurso, duas surpresas: O Discurso da Deputada Margarida Talapa, chefe da bancada da Frelimo. Foi, quanto a mim, o primeiro discurso bem-conseguido daquela dirigente, desde que a conheço naquela qualidade.
Não foi o melhor em termos de ideias políticas. Não necessariamente. Mas exercitou pela primeira vez a lógica e a coerência discursiva. E defendeu algumas ideias das quais cito de memória:
1-Que a Frelimo é pela Paz e a prova disso é que tem vindo a acomodar e a ceder as exigências da Renamo desde 1992. Citou o conflito recente e a consequente produção legislativa.
2-Apontou para o diálogo como único caminho para a solução e reiterou a prontidão da sua bancada em contribuir para este efeito. A outra surpresa foi o MDM. A bancada do MDM foi clara, directa e contundente em relação aos pontos pelos quais irá se bater nesta sessão: na proposta da revisão da constituição, ela irá defender a redução dos poderes do PR, que na sua óptica são excessivos; uma …

CARTA AOS DEPUTADOS DA Assembleia da República de Moçambique

À todas bancadas
Caros senhores deputados da Assembleia da República de Moçambique Escrevo-vos para dar o meu feedback sobre o primeiro dia da sessão ordinária que hoje iniciou em que debateram o plano quinquenal do governo. Pretendo com este pronunciamento manifestar a minha preocupação com relação a postura que tomaram quando apreciaram o Plano Quinquenal no Governo. Serei breve, para não vos cansar. Senhores deputados, fiquei preocupado com a qualidade das vossas contribuições, no geral, com honrosas excepções. A primeira impressão com que fiquei foi que individualmente nenhum de vocês leu o documento completo, todo ele, da primeira a última página. As apreciações e comentários das comissões de especialidade mostraram que nenhuma das comissões leu o documento como todo e pior, não compreenderam a filosofia do documento que tinham nas mãos. Isto notou-se pela qualidade e tipo de comentários feitos: sugeriam vocês alteração de um ou outro parágrafo, acréscimo de alíneas ou simplesme…

Como “bater-te” Gabriel Muthisse?

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“Como bater-te, meu filho!?” (que também podia ser filha). Esta é a frase que frequentemente ouvimos das mães, quando estão tristes com o comportamento do/a filho/a. Pior, quando, já com os nervos à flor da pele, não mais conseguem descarregar sobre o/a filho/a, limitando-se, ela própria a chorar! - “Filho/a que tanta dor senti quando te nasci, não me mate de nervos”, apela, frequentemente a mãe, desesperada.
Não é sobre isso que hoje quero falar. Muito menos estarei neste texto, procurando ajuda ou conselhos de como “bater” no Gabriel. Esta é a forma, quase cómica de começar um artigo, onde faço uma análise crítica ao texto de Gabriel Muthisse, hoje, 10 de Abril, publicado no Jornal Semanário Meia Noite. E o título não vem por acaso. É que o texto de Muthisse criou em mim muita tristeza. Não apenas pela sua falta de coerência na argumentação, como também por sua insistência em argumentos falaciosos. Cumprindo com o princípio de caridade, indispensável para quem pretende fazer uma críti…

Amantes do sono

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Estes senhores não são quaisquer. São Diplomatas africanos, que representam seus países em Fóruns Internacionais. Aqui, uma Delegação em mais uma sessãode Debates na União Africana. Agradeço a Iolanda Aguiar por ter me enviado esta foto ontem, a tarde. Os nossos também não estão longe disso.

Homenagem a grandes Africanos em dia Mundial da Mulher

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No Dia Internacional da Mulher, decidi prestar a minha singela homenagem aos grandes africnaos cuja grandiosidade da sua obra chamou atenção de todo o Mundo. São africanos de que a África se orgulha e nunca se esquecerá. São filhos deste continente, Berço da Humanidade, cuja nobre obra ficou indelevelmente inscrita na memória da Humanidade.
Os Prémios Nobel Africanos: De esquerda para a direita e de cima para baixo: Nelson Mandela (RSA), Nobel de Paz 1993; Wangari Maathai (Kenya), Nobel de Paz 2004; Wole Soyinka (Nigéria), Nobel de Literatura 1986; Kofi Annan (Ghana), Nobel de Paz 2001; Naguib Mahfouz (Egípto), Nobel de Literatura 1988; Mohamed Anwar al-Sadat (Egípto), Nobel de Paz 1978; Mohammed el-Baradei (Egípto), Nobel de Paz 2005; Nadine Gordimer (RSA), Nobel de Literatura 1991; Frederik Willem de Klerk (RSA), Nobel de Paz 1993; Albert John Luthuli (RSA), Nobel de Paz 1960; Albert Zewail (Egípto) Nobel de Química 1999; Arcebispo Anglicano Desmond Mpilo Tutu (RSA) Nobel de Paz 1984;…

Combates pela mentalidade histórica 10

Angola durante a Guerra Civil

Após a independência de Angola em Novembro de 1975, o país mergulhou numa guerra sangrenta opondo a Unita, ajudada por forças norte-americanas e sul africanas bem como potências ocidentais, e o Governo do MPLA, apoiado pela URSS e países do Leste. Estávamos em plena Guerra Fria; aliás uma das suas manifestações na África Austral, onde a SADF-forças armadas de defesa da áfrica do sul de apartheid, davam conta de recado, encarregando-se de desestabilizar toda a região, através das suas investidas militares em Moçambique e Angola.
As imagens que abaixo verão, são testemunho de um dos momentos dessa guerra em Angola. A famosa Batalha de Cuito-Canavale. Armamento pesado incluindo carros blindados ao longo da fronteira de Angola e Namíbia na altura, sob gestão ilegal da RAS.



Aqui, armamento Russo em solidariedade com o Governo de Angola em 2000.

Hoje na História

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19/01/1983 - A África do Sul volta a governar a Namíbia após cinco anos de governo semi-autónomo no país.Na sequência da Conferência de Berlim, em 1885, a Alemanha passou a administrar o território do Sudoeste Africano até à sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Nessa altura, a União Sul-Africana obteve o mandato da Liga das Nações para administrar aquele território, mas não o substituiu por um mandato da ONU, em 1946, ficando a ocupar o território como se fosse uma quinta província. Em 1966, a SWAPO (South-West Africa People's Organisation), um movimento independentista lançou uma guerra de guerrilha contra as forças ocupantes, mas só em 1988 o governo sul-africano acedeu a terminar a sua administração do território, de acordo com um plano de paz das Nações Unidas para toda a região. A Namíbia se tornou independente da África do Sul em 1990. A Faixa de Caprivi, terrítório estreito e longo ao norte do país, foi anexada através do Tratado de Helgoland-Zanzibar, assinado entre a Ingla…