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Polícia da República de Moçambique

Há dias, um grupo de indivíduos "assaltou" a Esquadra Policial da Machava, Cidade da Matola para de lá retirarem um carro que tinha sido apreendido no dia anterior. Foi na passada quarta-feira. Hoje, acabo de receber, doutras fontes e não policiais, uma informação alternativa.
Diz-se que na verdade, o carro apreendido e posteriormente "recuperado" pelos bandidos não era roubado. Aliás, as informações policiais não dizem as causas da apreensão.
Diz essa fonte, que o carro pertencia a um grupo de Mukheristas, ou, comerciantes informais, que vinham das compras, na África do Sul. São, portanto, os bens desses "mulkheristas" que foram apreendidos pela Polícia da República de Moçambique. Com eles estivessem num carro, "também mandaram parquea-lo. Interessa aqui, questionar o porquê de ter sido a Polícia da República de Moçambique apreender e parquear bens que fugiram ao fisco, e não entrega-lo às autoridades competentes, portanto as ALFÂNDEGAS DE MOÇAMBIQUE.

Queremos uma PRM que proteja!

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Essas imagens são de Aquinaldo Mandlate, Advogado Estagiário da MGA Advogados e Consultores, barbaramente espancado e baleado pela nossa Polícia da República de Moçambique na manhã de ontem, Segunda Feira, dia 02.07.07
A História é essa: Na manhã de segunda-feira, Aquinaldo Mandlate, Advogado estagiário da MGA, quando acompanhava funcionários de um cliente (Instituição Bancária) à esquadra da Machava para serem ouvidos em auto de declarações foi barbaramente espancado pelos policias e alvejado com um tiro de raspão à cabeça. O Advogado Estagiário encontra-se na clínica especial de Maputo, livre de perigo, porém em estado de choque, sendo o seu estado de saúde grave. Já não basta que a PRM desproteja os cidadão. É fundamental, acima de tudo, espancá-la, humilhá-la e, se possível, matá-la como foi desta vez, com o cidadão Aquinaldo Mandlate, que recebera um tiro na cabeça. Há um mês, mais um cidadão foi baleado por ter sido encontrado a urinar na via pública. Ha três meses um cidadão, funci…

Dito e feito: O Relatório saiu como previa!

Escrevi aqui e aqui, dois posts prevendo o conteúdo do relatório que a comissão de inquérito encarregue para investigar as causas e consequências do incêndio que devastou o Ministério da Agricultura no passado dia 25 de Maio. Disse que nada de novo viria. Disse igualmente que a comissão não iria responsabilizar ninguém pelo incêndio nem excluiria a possibilidade de se tratar de queima de arquivos ou pura sabotagem. Disse, acima de tudo que recomendaria a constituição de mais um estudo com especialistas. Na verdade, esse último palpite nem aconteceu como previa. Aconteceu de uma forma bem artística: a comissão pediu mais tempo bem como mais pertios. E trouxe uma recomendação cómica; que já devia ter acontecido desde 1975: constituição de comissões de segurança e higiene em todas as instituições do estado para garantir a segurança dos funcionários e do imóvel.
E, digam-me, qual foi a causa do incêndio? CURTO CIRCUÍTO. A comissão chama-no de provável causa para, de seguida, descrever com …

Depois da "tia" São...Agora foi a vez de Almeida Tambara. Ou,

Prognóstico Político: Moçambique nos próximos dez anos III Depois de Maria da Conceição Frechaut, membro do PDD ter deixado o Partido para se aliar a Frelimona Beira, coube recentemente a vez de Almeida Tambara, ou Tadeu Maia, pseudónimo que usara aquando da sua estadia naquele partido. Eu já tinha feito um progóstico sobre o futuro da maioria dos partidos políticos emergentes. Dizia eu que, com o cada vez aperto ao cerco sobre membros e simpatizantes de partidos da oposição, tendo como consequência a privação da sua capacidade de poder se reproduzirem material e financeiramente, teriamos ainda este ano, mais deserções no seio dos partidos da oposição. Foi neste post. Almeida Tambara, sabe-se, é um empresário. Aliás, proprietário de alguns bens e dalguns negócios. Barcos de pesca, camião, e mais coisas. Mas os seus negócios não andam em Chimoio. Está parado. Enfrenta dificuldades para tudo. Os barcos de pesca que se encontram em Vilanculos ou Inhassoro, há muito que carecem de uma man…

A terra pertence ao Estado?

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A nossa lei de terras é tida como das mais progressivas do Mundo pois "prpotege os cidadãos dos apetites capitalistas". Pois bem, muitas vezes temos ouvido notícias sobre rixas entre os nossos políticos/capitalistas. Há bem pouco tempo, um parlamentar e uma governante disputaram um depaço de terra em Bilene. Tudo porque ambos queriam erguer suas casas com vista para o mar.
Diversos jornais moçambicanos já denunciaram casos de venda de terras por parte de turistas e alguns "investores" estrangeiros por via da internet. O Governo, este, sempre fez ouvidos de mercador.
Esta firmaque põe à venda a orla márítma da Praia do Tofo não é governamental. E vide à que preço se está a vender.
Será que o Governo ainda quer provas?

Como “bater-te” Gabriel Muthisse?

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“Como bater-te, meu filho!?” (que também podia ser filha). Esta é a frase que frequentemente ouvimos das mães, quando estão tristes com o comportamento do/a filho/a. Pior, quando, já com os nervos à flor da pele, não mais conseguem descarregar sobre o/a filho/a, limitando-se, ela própria a chorar! - “Filho/a que tanta dor senti quando te nasci, não me mate de nervos”, apela, frequentemente a mãe, desesperada.
Não é sobre isso que hoje quero falar. Muito menos estarei neste texto, procurando ajuda ou conselhos de como “bater” no Gabriel. Esta é a forma, quase cómica de começar um artigo, onde faço uma análise crítica ao texto de Gabriel Muthisse, hoje, 10 de Abril, publicado no Jornal Semanário Meia Noite. E o título não vem por acaso. É que o texto de Muthisse criou em mim muita tristeza. Não apenas pela sua falta de coerência na argumentação, como também por sua insistência em argumentos falaciosos. Cumprindo com o princípio de caridade, indispensável para quem pretende fazer uma críti…

Salomão Moyana e as Cheias

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"O problema é que as várias instituições governamentais existentes em Moçambique só funcionam formalmente e não demonstram nenhuma capacidade de iniciativa e flexibilidade para funcionar em períodos anormais da vida do País, ficando, por isso, paralíticas perante esta soberba oportunidade, que estão a deixar passar, de transformar mais de 150 mil moçambicanos em líderes nacionais de desenvolvimento sustentável" In: Editorial do Zambeze, 08.03.07.

Salomão Moyana, Jornalista e Director do Zambeze escreve hoje no seu Editorial que o Estado moçambicano não está a conseguir capitalizar a catástrofe que se bateu sobre nós, nomeadamente as cheias no Vale do Zambeze e o Ciclone Favio, em oportunidade para Educar nas mais variadas vertentes e de uma só vez, as mais de 150 mil pessoas aglomeradas em Campos de Acomodação.

Moyana é da opinião de que em vez de o Estado parar, devia e por exemplo, aproveitar a população aglomerada em Centros de Acomodação, para recencear gratuitamente as cr…

O "Rabo" que muitos exitam em tocar. Ainda sobre as cheias do "vale"

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Quando pela úmtila vez escrevisobre as cheias, tentando mostrar o negócio que ele enferma, pensei eu que fosse o último post. Puro engano. Por imperativo do meu ofício, acabei me cruzando com um artigo muito interessante, escrito em Fevereiro, retirado deste portal, cuja abordagem sobre as cheias que actualmente fustigam os meus irmãos me parece pertinente e útil. Abaixo segue-se o artigo, seguido dos meus comentários.
Zambeze – um outro lado das cheias
Cahora Bassa foi bem gerida? Os recentes picos de cheia no Zambeze poderiam ter sido evitados e, em minha opinião, eles constituem uma nova demonstração do perigo em se enfeudar águas ao economicismo hidroeléctrico.
Comece-se por notar que, ao contrário das cheias de 1978, 1989, 1997 e 2001, neste dramático Fevereiro 2007 a contribuição dos escoamentos de Kariba em Cahora Bassa foi praticamente nula. Na verdade, o lago de Kariba (Zimbabwe/Zâmbia) está num dos seus mais baixos níveis de sempre (17% de enchimento) o que, teoricamente, deve…

O vale, antro da corrupção e sofrimento ou, como se enriquece e se empobrece com as cheias?

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Sobre as cheias no Vale do Zambeze, muito se falou. E na blogosfera nacional, eu fui foi dos primeiros, quando escrevi este artigo, muito antes de as coisas piorarem.
Nos dias que correm, surge, por causa das águas malígnas (cheias, leia-se) um fenónemo que também, denunciei aqui, neste blog. Gritos te alerta à invasão das populações ditas não afectadas pelas cheias aos campos de concentração ou de reassentamento, foram pela primeira vez tornados públicos aqui, no blog do Professor Carlos Serra. No Vale do Zambeze, está acontecer tudo. Menos boa coisa. Desde o roubo e posterior venda no mercado paralelo de produtos destinados aos deslocados até a fraudulenta ou falsa inscrição de residentes de bairros não afectados pelas cheias, que se fazem passar por estas, com o fim último de se beneficiar de víveres e outros bens.

Em Chupanga, Marromeu, província de Sofala, mais de um milhar de pessos foram detectadas e posteriormente banidas da lista dos afectados, quando foram descobertas que, afi…

Negócio com pobres ou mercado de cheias!

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As chuvas, seguidas de cheias que se registam na região Centro do Pais já mataram milhares de pessoas, fizeram milhares de deslocados bem como deitaram à baixo várias esperanças do ano. Uns, não mais poderão ir á escola, pois viram sua escola e casa destruidos; outros não mais poderão terminar com as suas casas, muito menos machambas, pois, estas últimas também foram com as águas.
A Barragem de Cahora Bassa atingiu o seu pico de descargas em 6 anos. Oitocentos metros cúbicos não é coisa para brincadeiras, apesar de já ter começado a baixar, desde ontem. Todo o vale de Zambeze permanence em alerta máximo, dado que as águas, dificilmente deverão baixar nestes dias acrescido ao facto de, nalgumas regiões, afluentes do Rio Zambeze continuarem a encher.

Por sua vez, as organizações não governamentais lançaram apelos internacionais de vários tipos. Comida, roupa, medicamentos, tendas; tudo é urgentemente necessário para evitar mais mortes, destruição e, acima de tudo MAIS ROSITAS, a menina q…

Mais um relatório enxovalhador!

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A Tiri , uma organização não governamental baseada em Londres, acaba de lançar mais um relatório enxovalhador, que dá conta dos altos índices de corrupção no nosso País.
O relatório foi escrito por Adriano Nuvunga, docente universitário e Marcelo Mosse, do famoso CIP. Pode baixar o relatório aqui ou aqui.

PS Tiri trabalha com organizações não governamentais, governos e outras agências comprometidas na reforma estratégica da integridade . Visite a sua página aqui