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A imprensa moçambicana está fomentar a guera

Tal como aconteceu na guerra dos 16 anos, hoje a comunicação social está profundamente envolvida no fomento à instabilidade. A comunicação social moçambicana tem a cota-parte de responsabilidade no ambiente político-militar que vivemos porque ela não está a contribuir para a compreensão do que está em causa. O público está a ser bombardeado com informação propagandística de ambos lados da contenda. Isto está a prejudicar em grande medida a capacidade de o público, a sociedade civil, posicionar-se de forma coerente. Grande parte do que temos lido na comunicação social não são notícias. São opiniões e editoriais que a partida tomam partido claro. Alguns exemplos:
Grande parte de “notícias” dos jornais Noticias, Domingo ou TVM e AIM (língua portuguesa) são de opiniões de analistas pró-regime que se desdobram em condenar a guerra e apelar a paz. De permeio, diabolizam Afonso Dhlakama ao mesmo tempo que “apelam” ambas as partes a continuarem com o diálogo. Este esquema funciona da seguinte …

Indisciplina e Soberania Nacionais

Esta notícia busquei-a no O Pais. Trata da negação pelo Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias, do tipo de relações entre os doadores e o Governo. O meu comentário vem logo a seguir o texto.
O Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias, diz que os doadores não devem impor prazos para a reestruturação da Administração Nacional de Estradas – ANE, na medida em que compete a si zelar todos assuntos adstritos àquele Ministério.
Este pronunciamento surge em refutação à alegada violação do termo imposto pelos doadores para reorganização da ANE.
Nos princípios deste ano, os doadores do sector de estradas impuseram condições para financiarem o segundo programa de estradas no país. Uma das exigências era que até 01 de Abril, a ANE tivesse um novo director-geral seleccionado através de um concurso público.
Entretanto, a posição dos doadores não foi cumprida, e quando questionado sobre o incumprimento deste prazo, Zacarias mostrou firmeza, alegando que não vai admiti…

As Ciências Sociais e o Desenvolvimento segundo Aires Aly

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Quando pela primeira vez reagi contra uma Oração de Sapiência proferida pelo actual Ministro da Educação Aires Aly, pensava que fossem palavras de ocasião. Estava enganado.
Voltou, mais uma vez, a atacar as ciências sociais quando falava acerca da abertura de outras instituições universitárias no país.
Graças ao alerta do Professor Elísio Macamo, que no seu blogue fala sobre o mesmo assunto, o Ministro voltou a dizer que para a conceção das licensas para abertura de outras universidades e instituições de ensino supreior, os proprietários destas deverão se curvar à política vigente.
Portanto, a política vigente é a que prioriza o Desenvolvimento do Distrito e Combate à Pobreza Absolutta. Nessa, e para o meu espanto, o ministro não vê o papel das ciências sociais, mas o das Ciências, ditas exactas.
Será que estamos no caminho certo, quando começamos a ostracisar algumas áreas do saber em detrimento de outras? Será que o Ministro, está a falar coisas por conveniência política ou por convicçã…