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FRELIMO

"Em todas as batalhas, chega um momento em que os dois lados se consideram derrotados, e quem continua na ofensiva vence”, Gen. Ulysses S. Grant, 18º Presidente dos Estados Unidos (1869 a 1877).
É o que esta campanha representa. Uma maratona de 45 dias dos quais 2 já se foram. A Frelimo tem uma mensagem clara sobre o que pretende fazer nos próximos 5 anos. A Frelimo apontou, na minha opinião e a partir da leitura do nosso manifesto eleitoral, 4 principais prioridades:

Combate cerrado à corrupção, promoção da boa-governação e sofisticação do aparelho do estado através do preenchimento de brechas legislativas que facilitam práticas nefastas de administração e gestão da coisa pública.Construção e apetrechamento de infraestruturas sociais e económicas e, principalmente de transporte e comunicação para tornar o país viável e assim impulsionar ainda mais a sustentabilidade da promoção do desenvolvimento em curso.Fortalecer a defesa e segurança dos cidadãos, proteger as conquistas da in…

A imprensa moçambicana está fomentar a guera

Tal como aconteceu na guerra dos 16 anos, hoje a comunicação social está profundamente envolvida no fomento à instabilidade. A comunicação social moçambicana tem a cota-parte de responsabilidade no ambiente político-militar que vivemos porque ela não está a contribuir para a compreensão do que está em causa. O público está a ser bombardeado com informação propagandística de ambos lados da contenda. Isto está a prejudicar em grande medida a capacidade de o público, a sociedade civil, posicionar-se de forma coerente. Grande parte do que temos lido na comunicação social não são notícias. São opiniões e editoriais que a partida tomam partido claro. Alguns exemplos:
Grande parte de “notícias” dos jornais Noticias, Domingo ou TVM e AIM (língua portuguesa) são de opiniões de analistas pró-regime que se desdobram em condenar a guerra e apelar a paz. De permeio, diabolizam Afonso Dhlakama ao mesmo tempo que “apelam” ambas as partes a continuarem com o diálogo. Este esquema funciona da seguinte …

RENAMO: PARA UM DEBATE SOBRE A SUA HISTORIOGRAFIA

As seis questões por mim colocadas ontem não tinham por objectivo levantar quaisquer que fossem animosidades. Elas tinham por objectivo contribuir para o início de um debate em torno da institucionalização de um gráfico de tempo mais ou menos partilhado entre os moçambicanos. Ou seja, ao mesmo tempo que discutimos sobre a verdadeira idade do Partido Frelimo; a diferença entre partido Frelimo e o movimento de libertação nacional FRELIMO; a data e local da sua fundação, tentei com as perguntas provocadoras espevitar os moçambicanos sobre a história da Renamo. Urge saber isso; as novas gerações precisam, para que não caia na mentira ou sucumbam à propaganda branqueadora. A RENAMO: A MORAL, A DIPLOMACIA E A HISTORIOGRAFIA Falar da fundação da Renamo hoje é sem dúvidas um sério desafio ético, moral e epistemológico. Tal como Aquino de Bragança e Jacques Depelchin (1986) escreveram em "Da idealização da Frelimo à compreensão da História de Moçambique" sobre a problemática teleológ…

CHECK AGAINST DELIVERY: Guebuza confirma que a Frelimo está em crise

Na prática diplomática existe um termo chave quando o assunto é o discurso “oficial”: CHECK AGAINST DELIVERY ou seja, VAI SEGUINDO O QUE ELE DIZ que é oficial do que o papel que tem nas mãos]. Em grandes conferências e cimeiras, quando líderes mundiais discursam, têm sempre um documento que chama por “discurso oficial”. Estes, amiúde ficam disponíveis para todos mas com uma ressalva. Eles sempre alertam aos jornalistas e outros interessados a tomarem com oficial o que no momento do discurso for dito. E logo no topo do documento (discurso) escreve-se CHECK AGAINST DELIVERY. Acontece em grandes cimeiras: União Africana, ONU, UE, NATO, SADC, Comitê Central da Frelimo, Congressos, etc. É o que farei aqui, em relação a que ouvi e vi no discurso de Armando Guebuza, presidente da Frelimo. A dado passo, ele recordou aos presentes e ao país que os adversários da Frelimo querem “acabar” com a Frelimo; portanto, não querem o bem para a Frelimo. Recordou para tal as mortes de Mondlane e Samora como e…

Afonso Dhlakama e a Policia

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"Se os polícias se aproximarem às urnas para amedrontar o povo
serão arrancados as armas e
MORTOS.
IMEDIATAMENTE!"
Afonso Dhlakama. In: Jornal da noite, STV, 20.00hrs, 14.03.07

“Os polícias que aproximarem das urnas serão mortos por ex-comandos da Renamo. Já falei
com eles e estão preparados. Serão colocados nos postos de votação como fiscais das forças
da Lei e Ordem. Os elementos que se aproximarem às urnas serão arrancadas as armas pelos
ex-comandos e se resistirem o país pode arder”.
idem, in Jornal A Tribuna Fax, 15.03.07

Aquando do encerramento de mais um Seminário de capacitação em matérias eleitorais, dirigido aos membros da Renamo que ontem findou na Cidade da Matola, Afonso Dhlakama, Presidente da Renamo afirmou que não irá mais tolerar a vingança da Polícia que, no dia das eleições, amedrontar as pessoas. Ele acusa a Polícia de ser parte integrante das artimanhas da Frelimo e que tem como consequência, a sua derrota e a da Renamo.

As afirmações de Dhlakama não nos são estran…

A Renamo já navegavel. Novos dados

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O partido Renamo, o maior da Oposição, acaba de lançar o seu portal da Internet. Não sei quando, mas acabo de recebe-lo de um amigo. Trata-se do terceiro partido com a página oficial da Internet, depois da Frelimo e PDD.Váe confira aqui.

Comentário:
A página é feia, redigida num português gramaticalmente medíocre, pobre e sem conteúdo. Na mensagem de boas vindas, o seu líder parece não saber claramente o que pretende transmitir, muito menos a quem se dirige, os propósitos que o levam a lançar o sitio, etc.
Estética e tecnicamente, ainda há muito por fazer. Todo o sitio está preenchido por Estatutos do Partido, com um vocabulário antiquado.
Ainda chama a Frelimo de Partido marxista-Leninista; razão suficiente para que, no seu primeiro ponto sobre os objectivos da Renamo, definir como prioridade, a <<eliminação de todas as sequelas do sistema politico e económico marxista-Leninista e suas consequências na vida social>>. Esse era o discurso de 1986. Vinte anos depois, mantém-se …