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O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela Assembléia de vedetes políticas.

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo uns trinta inimigos. O talento assusta."

E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil. A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui em Moçambique. Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa: «Há tantos burros mandando em …
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Reflictamos sobre o ano que ora se vai mas sobre tudo perspectivemos o que nos espera. Reconheco nao ter sido pontual na actualizacao mas enfim, prometo redimir-me dos erros para o ano que vem. A todos Boas Festas
Egidio Vaz
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Ainda estou vivo. Brevemente estarei de volta com novas analises. Tenho me dedicado aos aspectos de desenvolvimento. Visitem o www.egidiovaz.blog.pt.
Egidio Vaz

Fuga de cérebros

Tenho sido uma das pessoas que se preocupa com o desenvolvimento deste país. No meu canto, sem incomodar alguém, contribuo com o que puder, tanto em ideias como em actos para mudar o actual espectro nacional. Aliás, como cidadão que sou, tenho essa obrigação. A pobreza que se reflecte por quase tudo o que é canto, desde as universidades à vacuidade das consultorias e Assistências Técnicas, têm sido o meu maior motivo de vida.

Hoje, podemos nos orgulhar de termos formado o minimamente aceitável para podermos pensar por nós próprios. Podemos dizer que temos cérebros que brilham lá fora. A eleição em tempo recorde de 3 moçambicanos para cargos da diplomacia internacional assim o atesta.

Estou a falar de Hélder Muteia, Firmino Mucavele e Joaquim Chissano. Não quero e nem vou falar de Chissano. Quem sou eu para dele dar palpites, se apenas dos seus feitos me congratulo, ficando a lhe dever a vida!? Falo eu de outras pessoas, ordinary people, como diriam os ingleses.

No jargão da indústria …

Moçambique durante o período de transição, 1974-1977

Caros companheiros,
O trabalho intitulado Moçambique durante o peíodo de Transiçã, 1974-1977 já está disponível para leitura.
Os interessados devem enviar e-mail para: egidiovaz@walla.com para poderem ter acesso á ele.
Com melhores cumprimentos.

Silogismos. Reflexões Filosóficas

Hoje quero vos brindar com algumas reflexões filosóficas.
AI vão os silogismos. Quem não sabe o que é, então ei-los.

Silogismo 1
Deus ajuda quem cedo madruga
Quem cedo madruga, dorme à tarde...
Quem dorme à tarde, não dorme à noite...
Quem não dorme à noite, sai na night!!!!!!!
Conclusão: Deus ajuda quem vai pra night!!!!!!

Silogismo 2
Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Logo, Steve Wonder é Deus.

Silogismo 3
Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!!!!
Meu Deus, eu sou cego!!!

Silogismo 4
Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem cheios de buracos.
Quanto mais queijo, mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
Quanto mais queijos mais buracos, e quanto mais buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Silogismo 5
Toda regra tem excepção.
Isto é uma regra.
Logo, deve…

Manipulação Política

Vivemos um momento em que a manipulação política constitui regra no dia-a-dia de grande parte dos partidos políticos do nosso Moçambique, ao contrário do que se esperaria, mormente na informação e educação política das nossas comunidades.

Contrariamente ao esperado, verificamos partidos como a Renamo e não menos a Frelimo, a manipular de facto o povo inteiro, levando amiúde, a cenas violentas como as de Aúbe, Montepuez e mais recentemente em Mocímboa da Praia.

Numa situação em que grande parte do nosso povo é analfabeto, é deveras perigoso e assaz irresponsável por parte dos líderes políticos, manipular um povo inteiro, levando-o à prática de actos violentos.

Por exemplo, em 2000, os líderes da Renamo em Montepuez “enganaram” as populações dizendo que os cargos do Distrito estavam à solta e que, de acordo com a força e bravura de cada um, seria possível chegar-se, por exemplo ao cargo de Administrador, bastando para tal, matar o que na altura ocupava o cargo para depois subsituí-lo.�…