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Regras básicas para escrever acerca do Médio Oriente nos media "de referência"

Contribuição para Desmascarar e ou Iluminar os desatentos

Regra nº 1: No Médio Oriente são sempre os árabes que atacam primeiro, e é sempre Israel que se defende. Isto é chamado "retaliação".

Regra nº 2: Aos árabes, quer sejam palestinos ou libaneses, não é permitido matar israelias. Isto é chamado "terrorismo".

Regra nº 3: Israel tem o direito de matar os civis árabes. Isto é chamado "auto-defesa" ou, nestes últimos dias, "dano colateral".

Regra nº 4: Quando Israel mata demasiados civis, o mundo ocidental apela à contenção. Isto é chamado "reacção da comunidade internacional".

Regra nº 5: Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar militares israelenses, nem mesmo um número limitado, nem mesmo 1 ou 2.

Regra nº 6: Israel tem o direito de capturar quantos palestinos quiser (palestinos: cerca de 10 mil até à data, 300 dos quais são crianças; libaneses: cerca de 1000 até à data, sendo retidos sem processo). Não há limite nem…

A Fabricação do Medo

A fabricação do medo, para criar estados de espírito colectivos que justifiquem medidas repressivas, parece ter-se tornado um sistema. Agora é o Reino Unido do sr. Blair que anuncia nebulosas "ameaças terroristas" contra aviões, tentando gerar de pânico. O que estarão eles a preparar?

Nos EUA, o 11 de Setembro de 2001 serviu para fazer aprovar a toque de caixa a "Patriot Law" que estava redigida há muito e implicou uma profunda alteração no regime estadunidense. Direitos, liberdades e garantias desfrutadas pelos cidadãos americanos foram pura e simplesmente eliminadas.

Não embarcar nas histerias colectivas promovidas na primeira página dos Jornais e nos medias ditos "de referência" é um dever de lucidez.

Não se deve esquecer que o governo do sr. Blair não merece credibilidade; que a sua polícia assassinou a sangue frio um emigrante brasileiro no ano passado; que eles pretendem deliberadamente criar um clima anti-árabe no momento em que cometem barbaridade…

Como os media cobrem Israel?

Se a sua fonte de notícias é apenas a televisão, você não terá nenhuma ideia das raízes do conflito do Médio Oriente, ou que os palestinos são vítimas de uma ocupação militar ilegal. Em Maio, o Glasgow University Media Group, notável pela sua análise pioneira dos media, publicou um estudo das reportagens do conflito israelp-palestiniano. Ele deveria ser uma leitura obrigatória nas salas de redacção e nas escolas de comunicação. A investigação mostrou que a falta de entendimento do público em relação ao conflito e suas origens foi preparada pelos relatos noticiosos, especialmente da televisão.

Aos espectadores, afirma o estudo, raramente lhes é dito que os palestinianos são vítimas de uma ocupação militar ilegal. A expressão "territórios ocupados" quase nunca é explicada. Na verdade, apenas 9 por cento dos jovens entrevistados sabiam que os israelitas eram os ocupantes que os "colonizadores" ("settlers") eram israelitas. A utilização selectiva da linguagem …
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Cahora Bassa

Está de parabéns Portugal pelo facto de ter, mais uma vez, dado lição de diplomacia ao nosso Governo. Também está de parabéns o Governo ao ter acedido à finta diplomática do Governo de Portugal.

A Barragem de Cahora Bassa está longe de ser nossa, aliás ela jamais será nossa, numa perspectiva de posse efectiva deste empreendimento. Até porque ela sairá aos dentes do crocodilo para cair nas garras de leopardo. Ou seja, depois que o Governo tiver em sua mão o gigante, este procurará o mais cedo possível, outro parceiro para explorá-lo.

Não vejo capacidade financeira do nosso governo de poder pagar todas as dívidas. Mas deixemos isso de lado.

O facto aqui em debate é de questionar a versão oficial do nosso Governo, que lamenta ter sido enganado pelos portugueses, após ter-se firmado o memorando de entendimento sobre a transmissão da Barragem para as nossas mãos. Na verdade, o nosso governo é que foi mais precipitado e aliás distraído.

Temos o Ministério dos Negócios Estrangeiros cuja missão é…

De volta a partir de 1 de Junho

Caros senhores internautas.
Minhas sinceras desulpas pela paragem nao justificada de quase dois meses.
De facto, devo confessar a minha inaptidao em ter vos mantido informado durante esses 60 dias.
Impedimentos de ordem organizacional e de agenda dificultaram sobremaneira ess emprendimento.

Todavia, venho por este meio prometer que isso jamais acontecera. A partir de Junho retomarei com regularidade as minhas reflexoes, prometendo actualizar a pagina 3 vezes por semana, no minimo.
Na esperanca de um contacto breve, quairam receber este abraco fraterno!

Do vosso,
Egidio.

A Dinamarca nao e Inocente!

"Algo está podre no reino da Dinamarca", escreveu Shakespeare no seu famoso Hamlet há cerca quatrocentos anos. Os acontecimentos dos últimos meses demonstram que as palavras de Shakespeare ganharam uma nova actualidade.
Ttudo começou na cidade de Aarhus, a 30 de Setembro do ano passado, quando o jornal nacional com o nome regional de Jyllands-Posten (O Correio da Jutlandia), publicou doze cartoons que transmitiram uma imagem ofensiva e unilateral de Maomé.

A explicação oficial, dada pelo director do jornal para justificar a publicação, foi o desejo de desafiar o exercício da liberdade de expressão na Dinamarca que, segundo ele, já está ameaçada pela crescente influência dos muçulmanos. Antes da publicação consultaram uns peritos que disseram claramente que a publicação dos cartoons, muito provavelmente, provocaria a ira dos muçulmanos que se sentiriam insultados pela forma como se retrata o seu profeta. Ou seja, desde início, a publicação dos cartoons foi concebida como uma …