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A Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU:Porque nenhum libanês deveria aceitá-la?

Eis aqui o texto da minuta de resolução do Conselho de Segurança da ONU (CSONU): "Exprimindo sua absoluta preocupação com a contínua escalada das hostilidades no Líbano e em Israel desde o ataque do Hezbollah a Israel em 12 de Julho de 2006, o qual já provocou centenas de mortos e feridos em ambos os lados, danos extensos à infraestrutura civil e centenas de milhares de pessoas deslocadas internamente".

Este parágrafo lança a culpa claramente sobre o Hezbollah pela guerra israelense de agressão. E perceba-se que as "centenas de mortos e feridos de ambos os lados". é dissimuladamente atribuída à a captura pelo Hezbollah dos dois soldados israelenses. Ambos os lados é sempre trazido à tona quando o registo israelense de assassínio e terrorismo está a ser encoberto por uma agência internacional sob a pressão dos EUA a fim de absolver Israel. E perceba-se que a identificação das vítimas, e a destruição do Líbano por Israel não é identificada pelo nome: de forma a impli…

MISÉRIA DE JORNALISMO

Os media ditos "de referência" gastaram rios de tinta com as "ameaças terroristas" em Londres. Mas houve uma palavra que faltou sistematicamente ao falar delas. Foi a palavra "alegadas". Ninguém a mencionou nas notícias dos tais conspiradores que utilizariam líquidos para explodir aviões. Ao omiti-la os jornalistas deixaram de preencher a sua função informativa, de distanciar-se do acontecimento que relataram: passaram a ser meros porta-vozes do poder.
Tornaram-se assim endossantes de Blair & Bush.
O servilismo degrada a profissão de jornalista.

'Entre O Mar e a terra'. Novo Livro do Professor Rafael da Conceicao. Comentarios de Joao Nobre, Antropologo e Docente da UP - Maputo

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Entre o mar e a terra: Situações identitárias no Norte de Moçambique

“Entre o mar e a terra: Situações identitárias no Norte de Moçambique” é o título do livro de Rafael da Conceição, com prefácio de Carlos Serra e posfácio de João Paulo Borges Coelho, a ser publicado pela PROMÉDIA no dia 17 do mês corrente às 18 horas, no Centro de Estudos Brasileiros.

No prefácio do livro, Carlos Serra afirma que é “entre o mar e a terra [que] se localiza geográfica e simbolicamente este belo livro”. Sou, então, tentado a posicionar a escrita deste livro nas margens, na liminaridade entre uma escrita académica, e uma escrita que propõe reivindicação de cidadania e manifestação de diversidade cultural e identitária.

Rafael da Conceição escreve sobre identidade, no seu sentido processual, como “um conjunto de formas de ser, de se pensar e de ser pensado”. Identidade construída e negociada nos contextos onde se desenrolam os processos de resistência ao Estado-Nação observados, descritos e interpretados ne…
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Crianças de Israel escrevem mensagens sobre munições de artilharia pesada em Kiryat Shmona, próximo à fronteira libanesa. Munições que irão assassinar outras crianças, do lado de lá da fronteira.
Nem a juventude hitleriana conseguira imaginar tal perversidade.

Declaração de intelectuais sobre a Palestina e o Líbano

Por Arundhati Roy, Tariq Ali, Noam Chomsky, Eduardo Galeano, Howard Zinn, Ken Loach, John Berger.
O que se segue é um documento escrito por figures eminentes do Mundo, contra a Guerra no Líbano e na Palestina.
Dada a sua relevância e utilidade, republico-a para a sua difusão.

O assalto israelense apoiado pelos EUA ao Líbano deixou o país paralisado, a arder e colérico. O massacre em Qana e a perda de vidas não é simplesmente "desproporcionada". Trata-se, de acordo com o direito internacional em vigor, de um crime de guerra.

A deliberada e sistemática destruição da infraestrutura social do Líbano pela força aérea israelense também foi um crime de guerra, concebido para reduzir aquele país ao status de um protectorado israelense-americano.
Esta tentativa foi contraproducente, enquanto os povos de todo o mundo observavam horrorizados. No próprio Líbano, 87 por cento da população agora apoia a resistência do Hezbollah, incluindo 80 por cento de cristãos e druzos e 89 por cento de m…

Regras básicas para escrever acerca do Médio Oriente nos media "de referência"

Contribuição para Desmascarar e ou Iluminar os desatentos

Regra nº 1: No Médio Oriente são sempre os árabes que atacam primeiro, e é sempre Israel que se defende. Isto é chamado "retaliação".

Regra nº 2: Aos árabes, quer sejam palestinos ou libaneses, não é permitido matar israelias. Isto é chamado "terrorismo".

Regra nº 3: Israel tem o direito de matar os civis árabes. Isto é chamado "auto-defesa" ou, nestes últimos dias, "dano colateral".

Regra nº 4: Quando Israel mata demasiados civis, o mundo ocidental apela à contenção. Isto é chamado "reacção da comunidade internacional".

Regra nº 5: Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar militares israelenses, nem mesmo um número limitado, nem mesmo 1 ou 2.

Regra nº 6: Israel tem o direito de capturar quantos palestinos quiser (palestinos: cerca de 10 mil até à data, 300 dos quais são crianças; libaneses: cerca de 1000 até à data, sendo retidos sem processo). Não há limite nem…

A Fabricação do Medo

A fabricação do medo, para criar estados de espírito colectivos que justifiquem medidas repressivas, parece ter-se tornado um sistema. Agora é o Reino Unido do sr. Blair que anuncia nebulosas "ameaças terroristas" contra aviões, tentando gerar de pânico. O que estarão eles a preparar?

Nos EUA, o 11 de Setembro de 2001 serviu para fazer aprovar a toque de caixa a "Patriot Law" que estava redigida há muito e implicou uma profunda alteração no regime estadunidense. Direitos, liberdades e garantias desfrutadas pelos cidadãos americanos foram pura e simplesmente eliminadas.

Não embarcar nas histerias colectivas promovidas na primeira página dos Jornais e nos medias ditos "de referência" é um dever de lucidez.

Não se deve esquecer que o governo do sr. Blair não merece credibilidade; que a sua polícia assassinou a sangue frio um emigrante brasileiro no ano passado; que eles pretendem deliberadamente criar um clima anti-árabe no momento em que cometem barbaridade…