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Parabéns Professor

Faz hoje um ano que o Professor Carlos Serraé blogger. Faz hoje um ano desde que a sua oficina foi aberta. Em pouco tempo, ela ganhou uma notoriedade invulgar na nossa blogosfera. Num ano, a sua oficina produziu dois livros: Diário de um Sociólogo 1 e Diário de um Sociólogo 2.
Em um ano, um Blogdestacou-o. Outro blog, o Curto e Grosso, classificou-o como blog de Outro Nível.
Para além do José Pimentel Teixeira, Carlos Serra foi dos primeiros mais destacados cientistas sociais a "acreditar nas viabilidade das tecnologias de comunicação e informação" como meio válido para a discussão e intervenção cívica.
Num momento em que alguns cientistas sociais eximem-se à sua condição de cidadãos, Serra foi dos poucos a contrariar a regra. Por isso, não faltaram pessoas que o criticaram o seu intervencionismo na esfera pública.
Por tudo o que ele nos ensinou, desejo a si e ao seu blog, longos anos de vida.
PS: O Professor passará a ter duas datas natalícias: o do seu nascimento e do seu blog.…

Os pequenos também merecem nosso apreço

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Um dos aspectos que a nossa imprensa carece é a modéstia. Principalmente a imprensa pública, que vive à custa dos impostos do povo.
Na sexta feira, Paulo Zucula, Director do INGC anunciouo fim da emergência, decretada à luz das cheias e ciclone Favio que se abateram sobre a região centro e sul do país. Igualmente, ouvimos, através dos meios de comunicação social, que a grande preocupação agora seria a reconstrução. Zuculaaté aconselhou as pessoas a começarem a trabalhar, e não esperar a comida do Governo.
Ora bem, se por um lado isso aconteceu com uma ampla publicidade dos media, no mesmo dia, um Governo tão modesto; o Governo Malawiano, procedia no distrito de Caia, Província de Sofala, a entrega de um donativoavaliado em 11 milhões de Kwachas malawianos. Isso ninguém escreveu, senão os próprios malawianos. A Embaixada de Malawi, não embandeirou esse gesto.
Sim, a doação consitiu em onze toneladas de farinha de milho, dois mil litros de óleo de cozinha, duas toneladas de feijões, cinco…

Gabriel Muthisse Responde a Egídio Vaz

Tardou, mas chegou. É o Gabriel Muthisse, que desta vez decidiu responder ao artigo por mim escrito, onde o criticava pela forma "simplista" como analisa as desigualdades sociais em Moçambique e no Mundo(?) em geral. Aqui fica então o artigo. A jutstificação do porquê só agora, está mais abaixo. Não poderei fazer nenhum comentário neste post, para não distorcer a leitura. Caros amigos,
Li atentamente a “crítica”de Egídio Vaz ao meu último artigo publicado no jornal meianoite. Posso desde já dizer que se o objectivo era bater, fe-lo com muita contundência. Meus parabéns por isso. Resta no entanto examinar o mais importante, ou seja, se os seus argumentos terão sido expostos com a competência e a verve a que nos habituou.
Na verdade, o que depreendo da “crítica”do Egídio é um conjunto de equívocos e uma mal disfarçada antipatia ideológica em relação às hipóteses que levanto. Um primeiro equívoco é quando o Egídio fala de capitalismo selvagem “adoptado consensualmente por todos nós…

Como “bater-te” Gabriel Muthisse?

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“Como bater-te, meu filho!?” (que também podia ser filha). Esta é a frase que frequentemente ouvimos das mães, quando estão tristes com o comportamento do/a filho/a. Pior, quando, já com os nervos à flor da pele, não mais conseguem descarregar sobre o/a filho/a, limitando-se, ela própria a chorar! - “Filho/a que tanta dor senti quando te nasci, não me mate de nervos”, apela, frequentemente a mãe, desesperada.
Não é sobre isso que hoje quero falar. Muito menos estarei neste texto, procurando ajuda ou conselhos de como “bater” no Gabriel. Esta é a forma, quase cómica de começar um artigo, onde faço uma análise crítica ao texto de Gabriel Muthisse, hoje, 10 de Abril, publicado no Jornal Semanário Meia Noite. E o título não vem por acaso. É que o texto de Muthisse criou em mim muita tristeza. Não apenas pela sua falta de coerência na argumentação, como também por sua insistência em argumentos falaciosos. Cumprindo com o princípio de caridade, indispensável para quem pretende fazer uma críti…

(83+1)+7=91

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O Partido que sustenta Robert Mugabe no poder, a Zanu PF anuncioou há dias, que Robert Mugabe, actual Presidente da República do Zimbabwe e respecivo líder do partido, será o seu próximo candidato presidencial nas próximas eleições, a terem lugar em 2008, se tudo correr bem. Ao que tudo indica, os partidários de Mugabe, nomeadamente os seus correligeonários, simpatizantes e amantes acham que ele ainda goza de uma popularidade invejável no meio rural e urbano capaz de por de joelhos o seu rival, o Movimento para a Mudança Democrática do Zimbabwe, MDC. As contas acima feitas, deixam-me muito preocupado. Robert Mugabe, como a maioria dos ditadores do Mundo, nunca se convence do seu cançaço. Se governar um país também possa ser entendido como um serviço abnegado e orientado à solução dos demais problemas e por essa via, o destino de um povo, então, esse serviço deve, a todo custo, ser cansativo. E por isso, merecedor de reforma ou descanso. Pior, se esse serviço (o de governar) também sej…

Recreio e Divulgação

Recreio e Divulgação é o título de uma das secções nas páginas do Jornal Notícias. Nela aparecem divulgadas notícias nacionais, internacionais, desporto, cultura, enfim, tudo aquilo que não mereceu destaque nas páginas nobres como "economia, política, nacional, capital, etc. Do mesmo modo, os textos do sociólogo Elísio Macamoapareciam na secção denominada "sociedade". Não sei bem o critério usado para qualificar tanto os textos como as notícias. Por isso a conclusão a que cheguei. Posso estar errado. Na sua edição de ontem, o jornal traz a notícia de que até 2025 o país passará a ter 6500 cientistas. Isso mesmo, 6500. Ou seja, nos próximos dezoito (18) anos, o país terá que formar 5900 novos "cientistas". E desenganem-se os que pensam que os ceintistas sociais estão inclusos. Para o Ministério de Ciência e Tecnologia, cientista é aquele que sabe fazer. E a prova disso é o seu portal. Na secção de "Instituições de Pesquisa", apenas estão onze (11) Inst…

Força do Hábito ou Pura Adulação?

Christopher Paterson "deseja" a Armando Guebuza, uma "longa permanência no poder"Não sei se desejaria o mesmo ao Tony Blair. Mas fê-lo aqui. Um senhor, provavelmente muito bem dado à técnicas de bajulação, de nome Christopher Paterson, Presidente e Director Executivo para a área da Educação da Editora Multinacional Macmillan, pediu ao meu Presidente, Armando Guebuza, uma "longa permanência no poder". Isso mesmo, longa permanência no poder (aqui ressalva-se a ocorrência de Golpe de Estado, coisa que não passa pela cabeça de nenhum moçambicano, muito menos ele); ou seja, enquanto houver a vida, senhor Guebuza, governe à vontade este país que é seu, pois, nas suas palavras, "Guebuza é o verdadeiro homem do Povo". Essa, de verdadeiro "Homem do Povo", também não passa de uma provocação à obrasobre Samora Machel, cujos autores assim decidiram o apelidar. Mas, menos mal. Também podem ser os dois: homens do povo.
Aconteceu no lançamento da Biog…