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Interrupção do Blogue

Caros amigos Bloguistas e comentadores, É com muita tristeza que vos dirijo, para dizer-vos uma coisa que não vão gostar. Vou deixar de bloggar a partir de 1 de Agosto de 2007 até 31 de Julho de 2008. Por razões profissionais. Vão me desculpar, mas não fui capaz de evitar que isso acontecesse. Provavelmente recorra a outros meios de expor as minhas ideias....não sei. Mas aí está. Estamos juntos. No dia 1 de Agosto de 2008 voltarei em peso. Até lá, serei mero observador e opinador sobre as ideias dos outros: um comentador assíduo dos vossos blogs e comentários. Quero agradecer a todos aqueles que diáriamente estiveram aqui, a comentar, dar-me forças e opinar. Esses sim, peço-lhes imensas desculpas, na esperança de que um dia voltem. Um abraço e...fui. Com muita tristeza. Encontramo-nos aqui. Para a ciência

Falacioso, Injusto e Criminoso!

Ou, Da necessidade de informar com clareza
O texto que se segue não é meu. É da autoria do Canal de Moçambique, um jornal via-fax e com a página na internet. O meu comentário vem depois:

Números do hospital psiquiátrico do Infulene são esclarecedores
Quantidade de “loucos” aumenta na governação de Armando Guebuza

Os dados de pacientes que procuraram a cura naquela unidade sanitária vocacionada à Saúde Mental durante os primeiros seis meses deste ano, quando comparados com os do mesmo período do ano transacto, indicam uma subida de mais de 500%.
Maputo (Canal de Moçambique) – Desde que Armando Guebuza ascendeu a chefe de Estado o número de dementes cresceu de forma exponencial no país de acordo com dados do relatório semestral do Hospital Psiquiátrico de Infulene (HPI), por sinal o único hospital especializado em Saúde Mental, em todo o país. Os números indicam que a procura de tratamento junto daquela unidade sanitária aumentou drasticamente nos últimos 12 meses.
O referido relatório, agora…

Livros III

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Chego a Roma no dia 28 de Novembro [de 1990] e, ao desembarcar no aeroporto de Fiumicino, cruzo-me com Dina Fortti, um nome de referência obrigatória na história das relações de cooperação Moçambique-Itália e do conhecimento e amizade entre os povos dos dois países. Imediatamente, e pela "mão" de Fortti, localizo a delegação governamental, hospedada pelo Governo italiano no Hotel Ambaciador, na célebre e luxuosa Via Veneto. Dou à delegação governamental moçambicana um breve relato jornalístico da Conferência de Paris e, imediatamente, o então Ministro dos Transportes e Comunicações, Armando Guebuza, comenta: "constou-me que foram citados nomes de dirigentes políticos da Frelimo que pretendem promover capitalismo selvagem em Moçambique: lembra-se de algum dos nomes referidos?" Respondi-lhe com um sorriso.
Tomás Vieira Mário (2004). Negociações de paz de Moçambique. Crónicas dos dias de Roma. Maputo: CEEI/ISRI, p.10
Para quem esteja interessado em aprofundar com detal…

Livros II

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Temos que reencantar as ciências sociais, infiltrando-as com o vírus da emoção e da solidariedade, com a militância, com a nossa disponibilidade e a nossa coragem de usarmos o conhecimento não para os poderosos, mas para os deserdados.
Ousemos ser utópicos.
Carlos Serra (2005). Ciências Cientistas e investigação. manifesto do reencantamento social. maputo: Imprensa Universitária, p.88.
Autor do Combates pela mentalidade sociológica, Carlos Serra é por uma ciência social re-humanizante e que esteja ao serviço dos "deserdados da terra"; de todos aqueles que sofrem num mundo cruel e excludente.
Serra é um dos poucos cientistas sociais e cidadãos residentes em Moçambique mais interventivos na nossa esfera pública.
Este é para mim, um autêntico catecismo. Recomendo a sua leitura e re-leitura.

Livros

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O desenvolvimento [de Moçambique] não está nas coisas grandes que escapam à compreensão do cidadão mais simples. Está nas coisas simples que dizem respeito a forma como lidamos uns com os outros no nosso quotidiano [...] A nossa pobreza absoluta está na miséria das nossas maneiras. Pessoalmente já cheguei à conclusão de que o desenvolvimento é um problema de boas maneiras. Quem desvia fundos duma instituição pública está a faltar respeito a milhares de pessoas[...].
Elísio Macamo (2006). Trepar o Pais pelos Ramos. Maputo: Ndjira, p. 142.
Fundamental livro, esse, para quem esteja interessado em aguçar a sua análise crítica em relação a aparentemente, pequenas manifestações sociais do nosso Moçambique.
Nele, combate-se por uma cidadania actuante e uma mentalidade sociológica racional.

Na Constituição da República de Moçambuique:Lapso ou Truque?

Está a tornar-se hábito no nosso seio, país, melhor dizendo: sempre que remendamos um furo, criamos outro, imediatamente. Sempre que tentamos resolver um problema, criamos imediatamente um outro, maior! Vem isso a propósito da nova Constituição da República, essa em vigor no nosso país.
No seu número 2, alíneas a, b, c e d do artigo 147 estabelece os critérios de elegibilidade para o cargo de Presidente da República. São eles, ser moçambicano, apenas moçambicano; ter idade mínima de 35 anos; estar em pleno gozo dos direitos políticos e ser proposto pelo mínimo de 10.000 cidadãos. Até aqui, tudo bem. O problema porém é que se esqueceram, os nossos deputados, de definir a idade máxima como critério de elegibilidade.
Na constituição anterior, estava claro que podiam ser candidatos e por essa via ascender ao cargo de Presidente da República, cidadãos com o mínimo de 35 e máximo de 65 anos. Ou seja, estava claro que até os 65 anos, todos cidadãos eram elegíveis ao cargo de PR, desde o moment…

Eleições Provinciais 2007: O Boicote vingou!

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O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, prometeu alterar a data das eleições, inicialmente marcadas para o dia 20 de Dezembro próximo. Neste espaço, temos vindo a insistir na necessidade de adiar a data das eleições, não só por constrangimentos económicos que tal acto poderá causar como também por causa da sua sua impreparabilidade. Mais tarde, aduzimos ao rol dos inconvenientes, a questão dos feriados muçulmanos, que, ao nosso ver, mais pesou sobre a reviravolta do PR.
Como se pode ver, as eleições ficarão para Janeiro do próximo ano. Esta data é da minha responsabilidade; é a minha previsão.
Digo isso porque o PR não vai querer ir muito para além da data inicial. E não deverá marcá-las para 21 ou 22; muito menos 29 de Dezembro. Terá que ser mesmo Janeiro, até lá para o dia 20.
E o mês de Janeiro calha bem, se tivermos em conta os motivos que levaram o Presidente da República marcar a data de 20 de Dezembro como a data constitucionalmente válida. Mas, como Ilídio Maci…