ANO JUDICIAL, PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Participei pela primeira vez na
minha vida da cerimónia de abertura do ano judicial.
Ouvi os discursos da
Procuradora-geral da República, do Presidente do Tribunal Supremo e do
Bastonário da Ordem dos Advogados. Por fim, ouvi o discurso do Presidente da
República.
Para além destes discursos,
também prestei atenção a muitos advogados e magistrados sonecando em plena
sala.
Na verdade, os que sonecavam
faziam a verdadeira justiça ao tempo deles.
Esta foi uma cerimónia cheia de
nada: declarações de intenções sem nenhuma visão articulada, conceitos mal
formulados e muito bla bla de praxe.
O Presidente do Tribunal Supremo
trouxe uns dados que por mim era preferível que não tivessem sido trazidos a
tona sem que fossem contextualizados. O rácio Juiz por cada 100 mil habitantes
por exemplo é uma demonstração cabal de que aquele Juiz grande não estava
seguro do que queria comunicar. Outros factos como rácio de processos findos, média
de processos findos por juiz ou tempo médio de resolução de…