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4 FORMAS SOBRE COMO AS REDES SOCIAIS ESTÃO A EMBRUTECÊ-LO

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Numerosos estudos provam que o pensamento crítico e a conversa lógica estão a sofrer às expensas das redes sociais. O meu desejo é que você não seja mais uma vítima pois os resultados de pesquisas não são bons: as redes sociais estão a tornar muitos cada vez burros, ao contrário do que se esperava. A natureza das redes sociais é brutal. Basta pensar que por um momento o acesso instantâneo a milhões de pessoas, um bombardeio de mensagens curtas sem contexto, comunicação virtual desprovida de linguagem não-verbal e uma falsa sensação de conexão que causa estragos na nossa capacidade de socializar.
Tenho notado um número crescente de amigos e parceiros que nunca atendem seus telefones ainda assim respondem instantaneamente às mensagens de texto. Outros fazem todo o possível para evitar uma reunião presencial, mesmo com pessoas no mesmo edifício. Esta é uma tendência perturbadora que dificulta a nossa capacidade de nos conectar com os outros.
4 formas sobre como as redes sociais estão a …

Contra o vício da "ancoragem" e do "ajustamento"

À MEDIDA que nos aproximamos a data final para a entrega pela Kroll do seu relatório, noto sentimentos mistos à volta da expectativa, todos apontando para um conflito emocional forte. É que todos querem que o relatório satisfaça as suas expectativas.  Está aqui um mau vício que nos apossa a todos nós: cinismo e ausência total da confiança nas instituições. A começar pelos contratantes até aos beneficiários, todos escondem o seu nervosismo atrás de palavras vazias como “o relatório deve apresentar dados concretos”; “o relatório deve explicar com clareza o destino dos dinheiros” ou “o relatório deve ser consequente”. Ou seja, se antes o maior “sonho” era ver o governo a ceder à pressão internacional em relação a auditoria, agora quer-se influenciar no resultado da própria auditoria, ou seja, influenciar no conteúdo e até na redacção do texto final.
Porque é que isso acontece? Porque há muito que fazemos da incredulidade, da crítica inconsequente, do partidarismo polarizador e de outro…

LAM: SUBSÍDIOS PARA UM DEBATE INFORMADO

Este texto pretende ser curto. Não sei se conseguirei. Mas à medida que vou tentando ser sucinto, vêm-me à memoria um conjunto de nunaces que julgo serem importantes partilhar. Começo por uma verdade insofismável. No mundo inteiro, o sector da aviação comercial com voos regulares é um dos que menos lucro faz comparado com outros sectores de negócio. Portanto, a percepção que temos, de que as empresas de aviação comercial ganham balúrdios de dinheiro, é perdidamente incorrecta. Os lucros anuais das companhias aéreas raramente ultrapassam os 10%. A Barel Karsan, uma firma de análise de investimento, comparou o historial de lucros de 15 sectores económicos desde 1992-2006 e concluiu que o sector de bebidas não-alcoolicas é o que mais lucro faz e o do sector da aviação comercial o que menos lucro arrecada a cada ano. As indústrias de software, farmacéuticas e comsméticos estão entre as que mais lucro fazem. É verdade que do ponto de vista nominal os valores são grandes, porém, do ponto d…

COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E RELAÇÕES PÚBLICAS: O que se pode aprender das visitas presidenciais?

UM memo aos comunicadores públicos

Antes de responder, uma pequena contextualização: o Presidente da República está a visitar os ministérios e entidades subordinadas para se inteirar sobre o funcionamento das mesmas, ver “in loco” o dia-a-dia das instituições e injectar um pouco de “veneno” de modo a que os planos e metas de governação sejam cumpridos. Acontece que até agora, o Presidente revoltou-se publicamente contra algumas práticas, decisões ou processos governativos ou de gestão.
A arraia de indignação gira “mais à esquerda mais à direita” ao tom e ao conteúdo que o PR deveria ou não dizer em público.

Não é meu interesse compulsar sobre o mérito da crítica ou da indignação (selectiva, diga-se) mas reflectir sobre como a comunicação institucional poderia ajudar na mitigação da negatividade com que as visitas presidenciais se associam.

O meu argumento é que cabe aos anfitriões construírem uma melhor narrativa sobre a sua instituição e urdir uma melhor estratégia de relações públic…

VAMOS CONSERTAR O 7 DE ABRIL

7 de Abril é um dia muito triste par mim. É o dia em que morreu uma das mais laboriosas mulheres moçambicanas. Josina Machel. Essa heroína de dimensão transcendental cuja obra é de reputação ilibada, devia merecer um dia especial. O DIA DA JOSINA (JOSINA DAY).
ORA, como historiador, não concordo que seja o dia da mulher moçambicana por causa de alguns detalhes éticos, historiográficos e até políticos.


Josina Machel foi uma das esposas de Samora Machel. Por sinal a última publicamente conhecida durante a luta armada de libertação nacional até a independência nacional. Voltarei a este ponto.Josina não faz parte do primeiro grupo de 25 mulheres a aderir a luta armada, entre elas, a Marina Pachinuapa. Portanto, ela chega muito mais tarde. “FOI NO DIA 4 DE MARÇO DE 1967 que Filomena Likune, Mônica Chitupila, Marina Pachinuapa e outras 22 colegas deram entrada no Centro de Preparação Político-Militar de Nachingwea, transportadas em camiões provenientes da fronteira entre Tanzânia e Moçambiq…

A REVELAÇÃO DE UM EQUÍVOCO POLÍTICO: Eliseu Machava, Secretário-geral da Frelimo

No dia em que a Assembleia da República abria-se para mais uma sessão, a bancada da Frelimo reuniu-se com o Presidente do partido e respectivos órgãos para mais um exercício de alinhamento concertação. Foi nesta reunião que se ouviram palavras de encorajamento daqueles deputados à liderança do Partido. De entre as tantas, a que mais captou a atenção foi a “reentronização de Nyusi para mais um mandato; até 2024” feita por Eduardo Mulémbue, antigo Presidente da Assembleia da República. Nos dizeres de Mulémbue, o Presidente Nyusi “é e será o nosso Presidente até 2024” sugerindo que dentro da Frelimo, não haviam dúvidas de que o Presidente Nyusi era até hoje o melhor candidato para o partido e que, devido ao seu desempenho como Presidente da República, não restam dúvidas que vencerá as eleições presidenciais de 2019. Este sentimento não é novo nem foi Mulémbue o único a expressá-lo publicamente. Alberto Chipande, veterano da luta armada de libertação já teria afirmado isso na Beira em 20…

Um bilião de pobres: por que os países mais pobres estão a falhar e o que pode ser feito?

O relatório da Transparência Internacional sobre Corrupção aponta que Moçambique caiu 32 lugares para a posição 144. Trata-se, segundo o relatório, da maior queda que o país registou desde que o ranking começou a ser publicado há 22 anos. Segundo o jornal O Pais, “em 2015, Moçambique ocupava a posição 112 de um total de 168 avaliados. Em 2016 passou para a posição 144, uma queda de 32 lugares no índice global, onde passaram a participar 177 países”. Com uma notícia como esta ninguém fica descansado. Ademais, os nossos “gatos” das redes sociais ainda se excitam com a "razão de sempre" e renovam a sua “virilidade crítica”como quem diz, <<já sabiamos, isto está na me*da>>. Pois bem, o que vou dizer a seguir não visa tampouco contrapor o relatório muito menos questionar “a metodologia”, como normalmente os “céticos habilidosos” gostam de fazer, quando não concordam com alguma publicação. A resposta a este relatório é uma resenha ao livro de Paul Collier, economista e p…