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No encalço de Dhlakama

Escrevo-vos de Nampula, cidade que Afonso Dhlakama, líder da Renamo, escolheu para se refugiar das constantes investidas de analistas políticos e órgãos de comunicação social maputenses, sedentos em saber do que está acontecendo com ele e qual o rumo que pretende dar ao partido que liderou ao longo destes anos todos, a Renamo. Sim, ele anda por aqui. Já pude ver a casa onde oficialmente mora na cidade de Nampula. Mas, cedo soube que não andava por ai. Disseram-me que tinha ido ao distrito de Mogovolas que dista a 71 km da cidade de Nampula. Eu, que também estava de malas aviadas para lá, em missão de serviço, aproveitei a oportunidade para lá ir ver in loco o trabalho que este político  está a levar a cabo. Qual minha desilusão! Para além de EU ter dormido ao relento, pelo facto de a comitiva de Afonso Dhlakama ter ocupado quase todos os quartos das poucas casas de hospedagem alí existentes, nada mais via senão zunzuns (ou rumores)   de que "ele está aí denntro (recordem-se da pr...

Para que não seja cúmplice

Sobre o MDM de Daviz Simango Há dois assuntos que, apesar de suscitarem em mim um interesse especial, sempre receei comentá-los, pelo menos publicamente. O primeiro foi o processo eleitoral americano, que culminou com a eleição de Barack Obama. Pelo menos considero-me um dos que em Moçambique, acompanham de perto e de forma apaixonada a política americana estando deste modo, numa posição privilegiada para formar uma opinião a propósito. Porém não o fiz. O outro foi o processo eleitoral autárquico nacional e a reeleição de Daviz Simango. E já agora a formação do MDM. Sobre o último ponto, não resisti. Farei hoje o meu comentário que de certeza vai contra aquilo que muitos dos que publicamente se expressam esperam deste movimento. Para já, faço-o hoje por um motivo especial: Para que não seja cúmplice da história. I Sobre Daviz Simango e sua carreira Política Serei sucinto, apenas para aproveitar a oportunidade para felicitá-lo pelo sucesso alcançado nas últimas eleições municipai...

"Estamos Numa Boa"

Ou, da necessidade de Verdadeiros e Sérios Assessores de Imprensa e Comunicação nos Ministérios. Este texto vem a propósito de um post que o meu amigo e ilustre blogger, Jonathan MacCarthy publicou lá vai aproximadamente uma semana. O post, com o título bem apelativo chama atenção às entidades do Ministério de Ciência e Tecnologia sobre um facto no mínimo bizarro e criminoso que vem se desenvolvendo desde o ano passado, girando em torno das 50 bolsas de estudo concedidas pelo Governo brasileiro ao governo moçambicano. Não farei bom resumo neste espaço, mas, para que fique registado eis o cerne: a) O Governo do Brasil concedeu 50 Bolsas de Estudo ao Governo Moçambicano b) O Governo aceitou (aliás, foi ele quem as pediu) moçambicano lançou um concurso, chamando a todos os interessados a concorrer c) Foram apurados ainda ano passado todos os cinquenta candidatos Porém.... d) A lista de apuramento final apenas saiu faz sensivelmente duas semanas, numa altura que apenas faltam escassos ...

Curiosidades de Accra, Ghana

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Estive recentemente (semana passada) em Accra, Ghana. Lá fui conhecendo uma e outra coisa. Mas ficou na retina e memória, duas coisas importantes: 1. Ghana, com mais de 50 anos de independência, continua a ser um país onde o debate de ideias, o espaço e debate públicos são bem vivos e saudáveis. Todos os seus 3+ canais televisivos iniciam as suas edições matinais com uma das seguintes rubricas: (a) revista de imprensa - Ghana tem mais de 30 jornais diários impressos, para além de electrónicos e um número que não me recordo de semanários. A maioria desses jornais tem sua própria gráfica para imprimir jornal e um domínio de internet independente; (b) programa matinal (breakfast show) onde debate-se o "estado da nação". Contráriamente ao nosso, o estado da nação ghanês "normalmente não está bom". Há sempre um e outro aspecto por melhorar ou aprimorar. O debate d este estado da nação , leva nada menos que 2-3 horas, com convidados de todos os sectores da sociedade. Pel ...

O recado de Barack Obama para Moçambique

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To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to suffering outside our borders; nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it. Para as pessoas das nações pobres, nos propomos a trabalhar com você para fazer suas fazendas florescerem e deixar águas limpas correrem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes famintas. E para aquelas nações como a nossa que usufruem de relativa fartura, dizemos que não podemos mais mantermos a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem considerar os efeitos. Pois o mundo mudou, e precisamos mudar com ele. Ou seja...trabalho e trabalho e trabalho. Nada de ilusões. Leia a tradução do seu discurso em...

Cristiano Ronaldo: o melhor jogador de futebol do Mundo pela FIFA

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Na sua primeira declaração, agradeceu a todos. So que esqueceu-se de agradecer a Deus. Como bom Cristão que é, pelo menos devia copiar a Marta, sua colega de profissão e também laureada como a melhor futebolista do Mundo pela FIFA. Com 23 anitos, deixou claro que quer voltar mais vezes a Zurique, para ganhar mais prêmios. Ele só pode confiar no Diabo. A próxima que subir ao pódio, veja lá se te lembras dEle. Parabéns.

É muito fácil vencer um espantalho!

A propósito de Mugabe, Zimbabwe e a análise dita acadêmica Muito já se disse sobre Robert Mugabe, sobre a crise económica em que o seu país mergulhou, sobre a cólera e sobre seus generais. Contrariamente ao que alguns académicos querem nos convencer, a situação no Zimbabué é sim péssima e requer uma solução urgente para salvar a vida das pessoas. Requer também o cometimento de todos os povos e principalmente da voz firme dos povos vizinhos, incluindo Moçambique. Aconselho a quem quiser ainda “compreender o que se está a passar no Zimbabué”, que aguarde, para dar espaço aos que já a compreenderam e tem propostas concretas. Que não se junte ao debate que em determinados círculos está a decorrer. Sim, porque não se pode andar, quando uns estão sempre nos alertando - puxando-nos as camisas - para “reflectirmos” sobre o que está acontecer no Zimbabué, quando todos os dias pessoas estão a morrer e Mugabe está cada vez mais teimoso. Pior, quando estes académicos sempre se consideram mais “cau...