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Uma notícia escrita ao contrário

A propósito dos "Cães" que "removem túmulos e devoram corpos" em Nhamatanda A Notícia em causa diz que os "CÃES vadios estão a semear intranquilidade no distrito de Nhamatanda, em Sofala, chegando mesmo ao ponto de remover e devorar corpos sepultados nos cemitérios, sobretudo os da vila-sede. Relatos de alguns moradores indicam que os cães até circulam por diferentes bairros periféricos da vila de Nhamatanda com ossadas, sobretudo de corpos de menores." Para começar, esse facto não deve provocar intranquilidade mas sim preocupação por parte das autoridades que lidam com os cemitérios, e da população no geral. Mas mais a frente veremos que esse não é o problema de cães vadios e sim de próprias pessoas, cujo curativo proposto pelas autoridades é tão estranho à medida que ignora uma prática tradicional recorrente entre cidadãos da etnia Sena (e eventualmente as outras). Mais a seguir, o Administrador de Nhamatanda, Sérgio Moiane diz que o cães estão a criar ...

Do espetáculo do PODER e respectivo simbolismo

- A propósito das conversas à volta da fogueira. Amigos, este não é um texto elaborado. Apenas é um esboço; um apanhado; uma picada que tento abrir para reflectirmos sobre alguns simbolismos e alguns hábitos que, à primeira vista parecem tão normais, tão pacíficos e dispensam qualquer tipo de reflexão. Caso PRIMEIRO: Um dia, quando estava no encalço de Dhlakama em Nampula , estive em Mogovolas e lá deparei-me com um caso inusitado que só não reportei porque não iria mudar nada: um administrador (que ja foi transferido) teria "comprado" para uma comunidade uma unidade moageira, no âmbito dos dinheiros do sete BIS. Só que a comunidade não sabia quanto é que a unidade teria custado, pois as guias de recepção não traziam o preço. E mais, os papéis foram assinados de noite, porque foi a hora que a unidade chegou. CASO SEGUNDO: Já me incomodavam "a s conversas à volta da fogueira " da Primeira-Dama da República, que por sinal, abandonou-as, tendo optado por outras vias d...

Muito brevemente...de volta

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MISA-MOÇAMBIQUE REPUDIA AMEAÇAS A SALOMÃO MOYANA

O MISA-Moçambique tomou conhecimento, na manhã desta quarta feira, que o jornalista e director do semanário MAGAZINE INDEPENDENTE, Salomão Moyana, tem vindo, desde a noite de ontem, terça feira, a ser alvo de ameaças de morte proferidas por pessoas desconhecidas, que o fazem através de mensagens SMS não assinadas. Uma das passagens de uma das mensagens, aparentemente, com motivações políticas, diz: “ (…) vimos aquilo que você andou a escrever no seu jornal, tu escreves merda e pensas que nós somos burros. Você é Frelimo tribalista que defende bandidos ladrões como o seu pai Guebuza. Tu andas a insultar Jacamo, pensas que podes destruir a imagem dele com aquela merda que escreveu. Nós estamos chateados e começou há muito tempo, escreveste no Savana, Zambeze e agora Maginero. Guebuza roubou votos e tu macaco de puta não disse nada…já estamos fartos de ti…. (…) …vamos te bater, vamos de prokurari para ti batir bem qui nunka vesti na vida (…).”. Na mesma noite destas mensagens, a viatura p...

Porquê o diálogo político falhou?

Reflexões em torno da "greve do Grupo de países doadores" ao Orçamento do Estado em Moçambique Há muito que me sinto tentado a tecer comentários em torno desse asunto. Não querendo ser explosivo nem “chauvinista” acho que ambas as partes têm culpa nesse “impasse”. Explico-me. 1. O Governo de Moçambique tem sido reticente em fornecer informação sobre progressos tangíveis em relação a aspectos ligados a boa-governação, strictu lato . Essas reticências vêm se alastrando desde os tempos da Governação de Joaquim Chissano, tendo se exacerbado na era do Presidente Guebuza. 2. E atendendo a própria natureza da situação, o sucesso no combate à corrupção, na dita “despartidarização do estado”, no fortalecimento do sistema de administração da justiça, são por defeito, aspectos que levam o seu tempo para se alcançar resultados exitosos e por outro lado, exigem maiores investimentos em infraestruturas, recursos humanos e tecnologia, bens que a todos faz falta. Porém, o problema nasce co...

Os que ficaram em terra: reflexões em torno do “Governo não preferido” de Armando Guebuza

Introdução No texto anterior debrucei-me sobre os desafios que a nova governação deverá enfrentar para satisfazer as altas expectativas lançadas pelo Presidente da República. No presente, irei especular em torno dos prováveis cenários que o Partido Frelimo e respectivo Governo viverão ao longo deste ano até a realização do X Congresso da Frelimo, que normalmente acontece de 5 em cinco anos, daí que se espera que venha a acontecer em 2011. Fá-lo tomando como base três aspectos principais: o Congresso em si e respectivo processo, a sucessão de Armando Guebuza e sua implicação para o seu governo e por último o papel “dos que ficaram em terra” e a dinâmica de grupos. Julgo ser importante compulsar sobre o tema por dois motivos essenciais: primeiro o bom ou mau desempenho do actual Governo condicionará em grande medida a composição dos vários órgãos do partido durante o Congresso bem como o reshuffle do governo do dia. Será o momento único em que internamente, Armando Guebuza será seriament...

Pilotos da Capitania: Nota sobre os novos membros do Governo

" O Plano não é para ser negociado. O Plano [quinquenal do Governo] é para ser cumprido." In: Discurso de Armando Guebuza, Presidente da República de Moçambique, no acto de tomada de posse de membros do novo Governo. 18 de Janeiro de 2010. Tomaram posse hoje os 28 Ministros e 23 vice-ministros - 51, ao todo - do Governo de Armando Guebuza. Estes têm pela frente a missão de governar bem, para que as promessas eleitorais, traduzidas em plano de governo, se materializem, garantindo assim que o combate à pobreza seja sério e eficaz. O presente texto busca compulsar sobre as implicações dos discursos do Presidente da República aquando da tomada de posse dos deputados da Assembléia da República , da sua própria tomada de posse e, mais recentemente, dos membros do seu Governo. Mantendo a mesma veia literária, Armando Guebuza elevou ainda mais a fasquia das expectativas do povo moçambicano. Voltou a definir a pobreza como o mal a atacar e erradicar, através da materialização das pro...