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UM POUCO DA HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL

Não irei me alongar, mas a realidade é seguinte: nunca em algum momento países ricos quiseram de facto erradicar a pobreza mundial. A propósito, porque o fariam? E para o nosso caso, cortar o apoio orçamental foi uma intenção ensaiada desde 2008/9 quando à luz das várias avaliações comissionadas pelos próprios parceiros e governo, já se mostrava problemático. O princípio que norteava tal consórcio inspirado na Declaração de Paris sobre sobre a Eficácia da Ajuda (2005) prometia um alinhamento aos programas e prioridades do governo bem como previsibilidade dessa mesma ajuda.

Na prática, tal “alinhamento” e “previsibilidade” implicavam um complexo articulado de “condicionalismos”, prioridades individuais em confrontação com as do país receptor. Por exemplo, um país A estaria disposto a dar X valor desde o momento que Moçambique operasse esta, esta e aquela mudança na sua lei de pescas, de importação/exportação ou criasse Lei da Família, por exemplo.

O consórcio que apoiava o orçamento gera…

Avaliação do governo em 2018

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JORNALISMO DE SOLUÇÕES?

Fruto do advento das novas tecnologias de informação e comunicação, nunca na história da humanidade a informação chegou aos indivíduos de forma tão fácil e acessível. Por outro lado, é dentro deste mesmo contexto que assistimos à decadência da verdade, uma tendência caracterizada pelo “natural desdém” dos cidadãos para com as notícias, para com os políticos e o consequente alheamento destes na participação pública.

Alguns teóricos chamaram a este estado como mal-estar da mídia (media malaise). Segundo esta teoria, a forma como a mídia cobre as notícias ou as coloca diante do público tem um impacto negativo na sociedade como um todo, principalmente na esfera política, tendo como consequência o declínio da confiança pública, o cinismo político etc.

No mundo da competição, os canais de notícias buscam apenas notícias sensacionais como escândalo, conflito, drama para atrair o público. Eles não dão uma cobertura justa às histórias existentes à medida que uma história nova implica mais tem…

DE QUEM É O “FILHO”? PARA QUE NÃO PERCAMOS A NOSSA HISTORICIDADE

Um dia, em data de que já não posso precisar, o Presidente Joaquim Chissano reclamou o facto de alguns parceiros internacionais estarem SEMPRE a recordar-nos a nós moçambicanos dos seus bons préstimos bem como do quinhão de paternidade pelo desenvolvimento social e económico de que Moçambique vem beneficiando.  Em entrevista a Televisão de Moçambique e STV, o Presidente Chissano afirmou mais ou menos assim” (cito de memória): “eu não gosto quando a pessoa que me faz um bem sempre me recorda deste bem que me fez, principalmente quando está para exigir outras coisas. Este gesto parece estar a prender-me alguma coisa” e por isso sabe a chantagem (a citação termina aí onde as aspas fecham). O Presidente Chissano reagia assim à uma das vezes que os doadores suspenderam as suas contribuições ao Orçamento Geral do Estado, já na altura do G20.

Vem isso a propósito da ponte MAPUTO X KATEMBE, cujo financiamento foi conseguido durante o mandato do Presidente Armando Guebuza.

Com as devidas ressal…

Nos últimos três anos, o nível do desmatamento reduz em 70%

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O POVO FELIZ DE NOVO!

Acabamos de acompanhar a divulgação dos resultados ainda provisórios das "autárquicas".

Tal como no meu post anterior, reafirmo agora que a Frelimo ganhou mesmo em MAIS DE 80% das autarquias.
Historicamente, o desempenho da oposição não é algo novo e não significa nenhum movimento assinalável que sugira algum progresso.

Em 2003 a Renamo tinha ganho em cinco dos trinta e três municípios, nomeadamente Angoche, Beira, Ilha de Moçambique, Marromeu e Nacala. Em 2008 perdeu todos. Nas eleições de 2013 a Renamo não concorreu e o MDM "fechou o buraco", tendo ganho quatro: Gurué, Beira, Quelimane e Nampula.

Nas eleições de ontem, o número total dos municípios ganhos pela oposição não ultrapassa 10: Beira, Quelimane, Nampula, Alto-Molocue, Ilha de Moçambique, Angoche, Malema (vila), Monapo (vila), Nacala Porto (cidade). E diga-se, vitórias muito apertadas que podem na prática não significar muita coisa. Em termos comparativos, estamos a falar do dobro dos mu…

THE PEOPLE HAPPY AGAIN!