Terça-feira, Setembro 15, 2009

Quando eu falo...

A propósito da CNE e do imbróglio criado em torno do apuramento e desqualificação de partidos políticos extraparlamentares.
Ponto prévio: decidi não escrever nada sobre o processo eleitoral ora em curso, apesar de haverem motivos bastantes para tal. O meu otivo pelo não é simples: há neste mometno muita tinta a correr. Todos querem que a sua voz seja ouvida. A campanha já decorre, a bagunça em torno do apuramento está ainda longe de ser esclarecida ou extirpada, os partidos extraparlamentares desdobram-se em corredores da Assembleia da República, CNE e Conselho Constitucional, inclusive em chancelarias, em busca de apoio para a sua inclusão no processo eleitoral.
Eu estou bastante consternado com a situação. É triste para os extraparlamentares, injusto em particular para o MDM e PDD.
Hoje escrevo só para recordar-vos da minha posição em relação a presente CNE, quando na sexta-feira do dia 8 de Junho de 2007 foi constituída.
Num artigo publicado neste blog entitulado a arte de criar fracas instituições, disse:
Esse foi dos posts mais comentados, que teve a participação activa e militante do Professor Elísio Macamo, forçando-me a provar porque eu assim vacticinava. Debalde foi o meu esforço em tentar explicar onde residia a maior fraqueza do grupo. Leiam por favor os comentários e o debate aqui. Na altura, eu já duvidava da competência dos que hoje estão já votando e decidindo quem deverá ocupar a Ponta Vermelha e ocupar grande parte dos lugares no Parlamento logo no princípio da campanha eleitoral!
Agora vou vos deixar com tempo para irem ler outras coisas. Eu calo-me por aqui. Estamos juntos e brevemente chegarei com uma reflexão um pouco mais aprofundada.
Abraços