Guias de Marcha

Houve tempos em Moçambique em que não se andava sem as guias de marcha, esse papel mágico de controle de todos os movimentos pessoanos, seja qual fosse o estrato social. Camponês, ceintista, operário tinha que ser portador das Guias de Marcha quando fosse para se ausentar. Mesmo os polígamos, desde o momento que as casas das suas mulheres estivessem localizados em bairros diferentes, tinham que ser portadores de Guias de Marcha.
Docentes em gozo de férias, mesmo que fosse para viajar para Pemba ou vice-versa, tinha que pedir a Guia para se apresentar na Direcção de Educação e Cultura mais próxima.
Hoje voltei a vê-la. No Hospital Central de Maputo. Funcinários de Estado ainda usam esse documento, quando encaminham os seus ao Hospital.
E a exigência é de que deve voltar CARIMBADO caso o contrário:- "Voicê faltou ao serviço".

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