Sobrevoar as vítimas de cheias

A primeira ministra de Moçambique, Luísa Diogo, sobrevoou ontem a bacia do Vale do Zambeze, num esforço de se inteirar da gravidade da situação das cheias naquela região.
Não compreendi tamanho despesismo e desprezo pelas vítimas afectadas. Numa altura altura em que toda ajuda torna-se necessária, a ministra sobrevoou pessoas- não sei se foi a baixa altitude ou a alta altitude - que, na verdade tanto estimariam a sua presença, palavra de força, carinho e de esperança.
O povo agradeceria, se ela descesse a superfície, conversasse com as vítimas desalojadas e desapossadas de seus bens.
Mas não, preferiu dar uma vista panorâmica do Vale do Zambeze, apreciando o rio a galgar as margens; verificando, espantada, bens destruídos, casas submersas, campos de cultivo destruídos, pessoas mortas; outras a gritar de socorro, etc. Preferiu antes sobrevoar, sei la de helicóptero e avioneta alugada pelo Estado, fazendo barulho, esse, que as pessoas pensavam tratar-me de mais uma operação de socorro! Puro engano, era a chefe a passar!
Não bastou as canoas do Director Nacional do INGC, ou do seu vice; não bastaram as reportagens das Rádios, Televisões e Jornais, para que a Primeira Ministra dispensasse esse passeio e fosse directamente as populações.
O povo, esse que votou, precisa de carinho dos seus dirigente; acima de tudo, precisa de respeito.Dentro de alguns meses, estarão de volta para essa zonas, ...a pedir voto.
Por favor!

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