MISA-MOÇAMBIQUE REPUDIA AMEAÇAS A SALOMÃO MOYANA

O MISA-Moçambique tomou conhecimento, na manhã desta quarta feira, que o jornalista e director do semanário MAGAZINE INDEPENDENTE, Salomão Moyana, tem vindo, desde a noite de ontem, terça feira, a ser alvo de ameaças de morte proferidas por pessoas desconhecidas, que o fazem através de mensagens SMS não assinadas.
Uma das passagens de uma das mensagens, aparentemente, com motivações políticas, diz:
“ (…) vimos aquilo que você andou a escrever no seu jornal, tu escreves merda e pensas que nós somos burros. Você é Frelimo tribalista que defende bandidos ladrões como o seu pai Guebuza. Tu andas a insultar Jacamo, pensas que podes destruir a imagem dele com aquela merda que escreveu. Nós estamos chateados e começou há muito tempo, escreveste no Savana, Zambeze e agora Maginero. Guebuza roubou votos e tu macaco de puta não disse nada…já estamos fartos de ti…. (…) …vamos te bater, vamos de prokurari para ti batir bem qui nunka vesti na vida (…).”.
Na mesma noite destas mensagens, a viatura pessoal do mesmo jornalista foi vandalizada na sua residência: partiram-lhe vidros, arrancaram-lhe espelhos laterais, rádio reprodutor de CD e vazaram-lhe as rodas.

O MISA-MOÇAMBIQUE denuncia e repudia, nos mais veementes termos, estes actos bárbaros de intimidação e de cerceamento da liberdade de expressão e de Imprensa, valores nobres consagrados na Constituição da República, e apela às autoridades policiais competentes para que ponham em prática todas as medidas necessárias para a garantia da segurança do jornalista ameaçado, bem como para a localização dos mentores de tais ameaças, com vista a levá-los à barra da Justiça.
Numa sociedade democrática e pluralista, como a moçambicana, é inaceitável que alguns sectores ainda recorram a métodos criminais para fazer valer os seus objectivos.
O MISA-Moçambique apela, igualmente, a todas as forças vivas da sociedade para que repudiem este acto bárbaro que atenta contra a sã convivência política e social no País.

Maputo, 19 de Maio de 2010

Comentários

endim mawess disse…
infelizmente essas coisas existem em todo lugar do mundo mesmo numa democracia como a brasileira.
Egídio Vaz disse…
mesmo assim, não deixa de ser repugnável

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