"Eu queria acordar em 2014": das cartas que quis escrever ao Presidente da República

Eu queria que esse fosse o último post de 2011. Não sei se vou a tempo. Eu queria escrever ao cidadão Armando Guebuza, Presidente deste país, que se chama Moçambique. Mas, desisti.

Queria, como sempre pensei, escrever ao PR três cartas, uma a pedir-lhe "boas-festas" como aliás, estará por estas alturas a gastar o dinheiro dos impostos do povo e dos doadores (dinheiro igualmente de povos de outros países) na aquisição de produtos e bens (os famosos cabazes de natal e fim do ano bem como BANQUETES) para depois redistribui-los de entre AMIGOS, familiares, colaboradores, sequazes e apaniguados.

Queria escrever-lhe outra carta, a segunda, para comentar na qualidade de cidadão sob sua governação, o DESASTRE que foi a sua governação em 2011. Aliás, um desastre que só foi possível porque ele, Guebuza, não governou absolutamente nada. Movido pelos interesses essencialmente egoístas, fingiu calcorear o país em busca de subsídios para aprimorar a sua governação. O povo porém deu-lhe esses subsídios, mostrando onde estava mal, criticando abertamente os seus governantes e sugerindo ideias. Porque na verdade aquilo não passava de uma encenação, fez ouvidos de mercador.

O Sr Presidente porque ocupado com outras agendas, mais proveitosas para a sua conta individual, tratou de entreter o povo moçambicano com evocações folclóricas desviando-o assim do essencial. O ano 2011 vai terminar ainda com inúmeras ESTÁTUAS por inaugurar; porém com o POVO já vencido pela pobreza.

Daqui a alguns dias, iremos vê-lo a discursar para esse mesmo povo, para desta vez dá-lo a conhecer dos DUROS GOLPES que ele próprio diz estar a dar à  pobreza. Porque sempre adulado, esse presidente não está sendo capaz de ver que o atavismo que tanto apregoa, não só está de longe desacreditado como também não passa de uma caricatura à própria pobreza. Esse presidente corre o risco de ser recordado como o que menos trabalhou para o povo, porém, o que mais o cansou.

A terceira carta era para dizer a ele que, finalmente está claro e o povo entende ou pode já entender o porqê de tanto "insucesso" de suas políticas anti-pobreza. Na verdade, esse Presidente montou a sua maquina político-partidária e governamental para deles se servir. Com um Governo prenhe de yes-men e uma máquina partidária padecendo de uma hipotrofia aguda, o resultado só podia ser de um Estado neopatromonialista onde as relações clientelistas constituem a verve de todos os que governam o país e onde a classe política unânimamente se concentra APENAS NUM consenso de alta intensidade: o assalto ao poder e recursos do poder para a viabilização do poder económico individual. Guebuza decepcionou-me em 2011. Eu, gostaria de acordar logo em 2014.

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