Caiu o pano sobre a novela que andou em torno da constituição da Comissão Nacional de Eleições, CNE. Os Cinco membros eleitos pela Assembleia da República de Moçambique decidiram eleger através do voto, os restantes oito membros que iriam preencher o corpus deste órgão eleitoral. Das 62 candidaturas foram apurados os seguintes senhores: Paulo Cuinica -da G20 Rabia Valgy -da Associação de luta Contra a Pobreza Juvenal Bucuane -Escritor, proposto pela OTM Alípio Siquice -Membro da ONP (organização nacional de professores) e Chefe do Departamento da Antropologia da UP João Leopoldo da Costa -ISCTEM Dentre outros 3 desconhecidos Sinceramente, essas pessoas foram escolhidas dentre figuras como Tomás Vieira Mário, Salomão Moyana, Alice Mabota, Aly Jamal e outras pessoas que Moçambique bem conhece seu trabalho, dedicação, lucidez, independência e equilíbrio. Mas, como disse António Chipanga, coordenador da CNE responsável pela escolha dos oito, foi um trabalho difícil. Na verdade, foi difícil...
Dos factos 1-A batalha de Marracuene que teve lugar no dia 02 de Fevereiro de 1895 foi uma de uma série de combates que se deram no local, no âmbito da conquista portuguesa para a ocupção efectiva. Do ponto de vista português, essas batalhas eram conhecidas por Campanhas de Pacificação. Para os locais era resistência á ocupação portuguesa. 2-Na Batalha de Marracuene, as forças lideradas por Nwamatibyana, Zihlahla, Mahazule, Mulungu e Mavzaya perderam, em parte devido a: a) Superioridade bélica dos portugueses b) Traição dos Mavota e Matsolo, que cederam os portugueses para que usassem as suas regiões como posto avançado das suas forças e na fase decisiva, os Mavota guiaram as forças portuguesas rumo ao combate de Marracuene c) Indisciplina no seio dos guerreiros de Nwamatibyana e seus súbditos e d) Divisões no seio das chefaturas de então, que foram optimizadas pelos portugueses. Das Celebrações do Gwaza Muthini 1-A celebração desta data não é de todo original do Estado Moçambicano. U...
Reflexões em torno da "greve do Grupo de países doadores" ao Orçamento do Estado em Moçambique Há muito que me sinto tentado a tecer comentários em torno desse asunto. Não querendo ser explosivo nem “chauvinista” acho que ambas as partes têm culpa nesse “impasse”. Explico-me. 1. O Governo de Moçambique tem sido reticente em fornecer informação sobre progressos tangíveis em relação a aspectos ligados a boa-governação, strictu lato . Essas reticências vêm se alastrando desde os tempos da Governação de Joaquim Chissano, tendo se exacerbado na era do Presidente Guebuza. 2. E atendendo a própria natureza da situação, o sucesso no combate à corrupção, na dita “despartidarização do estado”, no fortalecimento do sistema de administração da justiça, são por defeito, aspectos que levam o seu tempo para se alcançar resultados exitosos e por outro lado, exigem maiores investimentos em infraestruturas, recursos humanos e tecnologia, bens que a todos faz falta. Porém, o problema nasce co...
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